Na tarde de 2 de maio, com a disputa pelo título da Premier League em seu auge, o que explodiu primeiro nas redes sociais não foi a tabela de classificação, e sim o cargo de técnico do Manchester City. A conta de notícias do Arsenal “Hand of Arsenal”, com 280 mil seguidores, publicou que Guardiola já havia decidido deixar o comando ao fim da temporada e que o ex-técnico do Chelsea, Enzo Maresca, estava “praticamente confirmado” para assumir o Etihad. Em pouco mais de uma hora e meia, o vocalista do Oasis e torcedor fanático do City, Liam Gallagher, deu uma versão completamente diferente no X: Guardiola não deixaria o Manchester City.
Duas vozes além das arquibancadas
Para torcedores da cidade que frequentam o Etihad e acompanham resultados nas redes, esse tipo de rumor não é novidade. O contrato de Guardiola vai até o verão de 2027; ele já afirmou várias vezes que o foco está na temporada em curso, mas a narrativa de “partida ao fim da temporada” continua reaparecendo. Na publicação, Hand of Arsenal chegou a mencionar que o City já se preparava para a despedida, debatendo batizar uma arquibancada com o nome de Pep e acertando um “plano detalhado” com Maresca; ao mesmo tempo, ressaltou que nenhum veículo de prestígio havia confirmado a história, porque o estilo de Guardiola de dar “U-turn” a qualquer momento faz os jornalistas hesitarem em apostar carreira no assunto.
A resposta de Gallagher soou mais como a certeza de um amigo das arquibancadas: como torcedor declarado do Manchester City, sua fala foi vista por muitos simpatizantes do clube como um “desmentido de fora do campo”. A reportagem fonte não revelou detalhes de ligação entre Guardiola e Gallagher, mas a mensagem central era a mesma — no turbilhão no comando, clube e técnico mantinham discurso alinhado: primeiro terminar os jogos à frente.
Panorama da temporada e pressão do calendário
Por trás dos rumores está a verdadeira carga de disputa de títulos do Manchester City nesta temporada. O time já conquistou a Copa da Liga, segue na briga pelo título da Premier League com o Arsenal e enfrentará o Chelsea na final da Copa da Inglaterra — se vencer em todas as frentes, completará a tríplice coroa doméstica. Dados internos mostram que o City teve uma vitória por 3 a 0 nas rodadas recentes, mas também uma derrota por 1 a 2 na 38ª rodada; no mesmo período, o Chelsea venceu por 2 a 1 na última rodada e repetiu o 2 a 1 na 37ª rodada, indicando que o adversário da final não está em baixa.
O Etihad tem capacidade para 55.097 pessoas e o Stamford Bridge para 41.841 — os dois estádios testemunharão a intensidade do fim de temporada. Para Guardiola, cada jogo é a melhor forma de responder às perguntas sobre ficar ou sair; para os torcedores, a suspensão do título é mais concreta do que fofocas sobre mudanças no elenco.
Como acompanhar daqui em diante
O destino de Maresca após deixar o Chelsea e como isso se encaixa no contrato de Guardiola até 2027 ainda são informações a serem confirmadas e não devem ser tratadas como definitivas. O que mais merece atenção: se vozes como a de Gallagher — «não oficiais, mas facilmente reconhecíveis» — representam de fato a postura do vestiário e da diretoria; a resposta provavelmente só virá depois que os troféus da temporada estiverem garantidos ou frustrados. Até lá, os torcedores do City provavelmente continuarão acompanhando rumores de um lado e calculando o saldo de gols do outro; afinal, para a comunidade do City Football, a fé nas arquibancadas e o apito final valem igualmente como capítulo da narrativa da temporada.