Segundo as informações que temos, o ex-internacional da Inglaterra Richards declarou publicamente que Bellingham precisa garantir a titularidade como camisa 10 da Inglaterra na estreia da Copa do Mundo contra a Croácia, e que a suposta disputa de posição com Rogers "nem deveria ser um debate".
Essa declaração responde diretamente à linha de pensamento de outro grupo de ídolos ingleses que favorecem a escalação de Rogers. A lógica de Richards é bem direta: nos momentos decisivos de grandes torneios, Bellingham é quem consegue dar a resposta. Na Eurocopa de 2024, marcou de bicicleta nos acréscimos contra a Eslováquia, arrancando a seleção da beira da eliminação; antes disso, pelo Real Madrid, também conquistou a dobradinha do Campeonato Espanhol e da Champions League. Apesar do notável oscilação deste meio-campista de 22 anos na temporada 2025-26 — 8 gols e 5 assistências em 40 jogos entre todas as competições —, no amistoso de quarta-feira, vitória por 3 a 0 sobre a Costa Rica, ele já se aproximou do seu melhor nível: 28 finalizações, 8 no alvo e 81% de posse de bola, com domínio ofensivo evidente.
Os números de Rogers também chamam atenção. Na temporada pelo Aston Villa, participou diretamente de 26 gols, ficou em quarto na Premier League e conquistou a Liga Europa, provando seu valor sob o comando de Emery. Desde a chegada de Tuchel, o ataque dos Três Leões tem sido em grande parte conduzido por Rogers, que está em excelente forma. Nas Eliminatórias, a Inglaterra ocupa a 4ª posição no ranking da FIFA e a Croácia a 11ª; nos dois últimos confrontos entre as seleções o placar foi 0 a 0, e a eficiência ofensiva continua sendo uma preocupação.
Richards não descarta que os dois atuem juntos, mas a referência da camisa 10 precisa ser Bellingham — o histórico na Champions League e o temperamento para grandes jogos são seu principal trunfo. A estreia em Dallas está próxima, e a escolha de Tuchel sobre quem assume a camisa 10 impactará diretamente o quanto a Inglaterra pode avançar nesta Copa do Mundo.