0 a 0 — Paraguai e Austrália empataram sem gols no Estádio Levi, diante de 68.327 espectadores que viram um jogo morno que deveria ter um vencedor, mas foi esmagado pela defesa.
A Austrália teve 56% de posse de bola, 12 finalizações contra 7, expected goals de 0,58 contra 0,25, 14 toques na área contra 6, 5 chutes no gol contra 2, cruzamentos 4/13, 53% de duelos vencidos, 56% de bolas aéreas, dribles 10/23 também melhores. Os números ficaram quase todos do lado australiano, mas o placar não se mexeu: o Paraguai, com 25 desarmes e 24 cortes (17 no primeiro tempo), arrastou o cerco para um empate; cruzamentos 0/7 também cortaram o ritmo.
Como a defesa de cinco foi montada
Gustavo Alvaro escalou um 5-3-2, sem Miguel Almirón, suspenso, com uma ideia bem direta — comprimir os espaços e contra-atacar quando possível. Omar Alderete saiu lesionado após 9 cortes em 84 minutos; o capitão Gustavo Gómez fez 2 desarmes e 1 bloqueio decisivo; Gustavo Velázquez deu 4 cortes e estabilizou a zaga. No meio-campo, André Cubas recuperou a posse 5 vezes e fez 3 desarmes; Matías Galarza foi ainda mais ativo, com 7 desarmes, 9 recuperações e 65 toques. O Paraguai teve 64% de sucesso nos desarmes e 8 interceptações contra 7, cortando o jogo antes de o adversário chegar à zona perigosa.
Mudança de ritmo no segundo tempo
Depois do intervalo, o Paraguai teve 51% de posse, passes mais precisos (192 contra 181) e 6 finalizações para cada lado. Mauricio, que entrou no segundo tempo, virou a referência ofensiva: 2 chutes no gol e o maior xG de chutes no gol da equipe, 0,30 — o momento em que os donos da casa mais chegaram perto de abrir o placar.
Resumo em uma frase
A Austrália transformou a partida em uma demonstração de cerco; o Paraguai trocou disciplina e preparo físico por pontos — 1 ponto para cada um na classificação do Grupo D. Quem venceu nos números não venceu o jogo, e a defesa retrancada também não ganhou aplausos.