Wembanyama: calor da Final do Oeste ainda não passou; Spurs precisam pisar no chão antes de buscar o título

Wembanyama: calor da Final do Oeste ainda não passou; Spurs precisam pisar no chão antes de buscar o título

O pivô titular do San Antonio Spurs, Victor Wembanyama, disse na terça-feira que a equipe ainda está saboreando a euforia de vencer o Oklahoma City Thunder no jogo 7 das finais da Conferência Oeste e avançar às Finais da NBA, mas o mais importante agora é trazer as emoções de volta à terra — faltam, ele estima, pouco mais de trinta horas até o primeiro jogo pela coroa contra o New York Knicks para voltar ao foco.

O pivô francês de 2,24 m de altura e apenas 22 anos, em apenas sua terceira temporada na NBA e primeiro playoffs da carreira, levou o time às Finais no formato melhor de sete e derrubou o campeão defensor Thunder no sétimo jogo das finais da Conferência Oeste, no sábado. A repercussão pós-jogo se espalhou rapidamente nas transmissões e nas redes sociais: alguns o colocaram na narrativa de “rosto da liga” dos ápices de Michael Jordan e LeBron James, enquanto outros não paravam de falar no confronto de alto apelo entre Spurs e Knicks. Wembanyama, porém, jogou água fria nessa atenção global: “Isso não me faz querer o título ainda mais. No fim das contas, cabem só vinte mil pessoas no ginásio; o que o mundo pensa não muda muito para mim.”

Bandeiras de campeão valem mais que trending topics

O que realmente move suas emoções são as cinco bandeiras de campeão da NBA penduradas sob a cúpula do AT&T Center — a glória de 1999, 2003, 2005, 2007 e 2014 —, o legado deixado por Gregg Popovich, o lendário técnico que hoje atua como presidente da equipe, e a memória histórica representada por nomes como Tim Duncan, David Robinson, Tony Parker e Kawhi Leonard. Wembanyama disse que o elenco atual “está inserido no melhor ambiente possível para abrir um novo capítulo”, sem precisar carregar sozinho o peso da tradição, “como se os veteranos estivessem nos sustentando e nos conduzindo na direção certa”. Para um Spurs que, após anos de reconstrução, apareceu de repente no palco das Finais, essa conexão emocional pesa mais do que o hype momentâneo — e explica por que ele insiste, nas reverberações da final da Conferência Oeste, que “a parte mais difícil ainda está por vir”.

Na entrevista de terça-feira, ele descreveu a sensação após o jogo 7 como uma euforia tão intensa que “fazia tempo que não passava por isso, e nem conseguia dizer quando foi a última vez”, ao mesmo tempo em que admitiu que “se desligar emocionalmente” já é um desafio por si só. Ao falar dos detalhes em quadra, no terceiro ano na liga ele já assumiu o papel de pivô titular, e na estreia nos playoffs já alterou o panorama da Conferência Oeste, obrigando os adversários a redirecionar recursos defensivos com antecedência; mas o que mais o preocupa é sincronizar corpo e mente de volta ao ritmo de execução da temporada regular, sem deixar que as cenas de comemoração desacelerem o passo.

Knicks: experiência e fome lado a lado

O rival das Finais, os Knicks, também têm peso enorme na avaliação de Wembanyama. Ele elogiou a equipe como “experiente, não chegou aqui por acaso”, com trajetórias de carreira diferentes entre os integrantes, mas todos conquistando a posição atual com anos de esforço incansável. “Na minha visão, eles merecem estar neste palco e vão disputar com uma fome extrema do jeito deles.” Nova York não conquista o título desde 1973, e o desejo da cidade por um campeonato se amplifica no Madison Square Garden; para os Spurs, isso significa que não podem contar com o adversário amolecendo sob a pressão da opinião pública.

Do ponto de vista da pressão do calendário, os Spurs acabam de sair de uma série de sete jogos contra o Thunder, com cansaço físico e emocional evidentes; os Knicks aguardam de braços abertos, embalados pela ascensão no Leste. Wembanyama menciona que ama basquete desde a infância, que o sonho existe “antes mesmo da memória”, mas o tom sempre volta à realidade: o trabalho está longe de terminar, a vitória na final da Conferência Oeste merece ser apreciada, mas não basta para garantir a taça Larry O’Brien. Com sua mentalidade atual, transmissões globais e trending topics nas redes são ruído de fundo; as vinte vagas no elenco e o padrão representado pelas cinco bandeiras no teto da arena são a régua com que se prepara para a série contra os Knicks.

Para os torcedores, o mais importante a acompanhar nos próximos dias não é qual frase viral ele soltará a seguir, mas se os Spurs conseguem transformar a euforia da comemoração em foco de nível de Finais nessas pouco mais de trinta horas — vencer o Thunder no jogo 7 provou o teto, e replicar a execução estável diante dos Knicks decidirá se a narrativa do “novo rosto” é passageira ou se consolida de verdade.

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