Suíça vence Canadá por 2 a 1 e garante a liderança do Grupo B na Copa do Mundo

Suíça vence Canadá por 2 a 1 e garante a liderança do Grupo B na Copa do Mundo

BC Place esgotou mais de 52 mil ingressos antes do apito inicial, e o vermelho e o branco se entrelaçavam nas arquibancadas. Tanto a anfitriã Canadá quanto a Suíça sabiam: um empate bastava para avançarem juntas à fase dos 32, mas, se a Suíça quisesse liderar o Grupo B, precisava vencer — o que significava que a expectativa dos torcedores de Vancouver de manter o “fator casa” e o plano suíço de “continuar no mesmo estádio nas eliminatórias” iriam se chocar de frente nos mesmos 90 minutos.

Primeiro tempo: correntes ocultas numa fase de cautela

Nos primeiros 45 minutos, a partida parecia ter sido colocada em câmera lenta por ambos os lados. Por volta do 10º minuto, a Suíça foi a primeira a ameaçar: Embolo recebeu um passe em profundidade sem impedimento e encarou Crepeau, que ampliou a área de bloqueio e fez uma defesa crucial; o rebote de Manzambi foi barrado por Derek Cornelius. Do outro lado, Kobel mostrou a mesma confiança em um cara a cara com Larin — embora o bandeirinha tenha marcado impedimento no fim, aquela defesa ainda deu fôlego ao goleiro suíço.

Pelos números, os chutes de ambos no primeiro tempo ficaram na “zona de teste”: finalizações de longe de Embolo e De Furjole não exigiram de fato os goleiros, enquanto o Canadá criou um pequeno pico no fim do tempo — o chute rasteiro de Ahmed no ângulo foi segurado por Kobel, e Jonathan David abriu espaço na meia-lua da área, mas mandou para fora da trave. Mais relevante foi o pequeno atrito entre Larin e Granit Xhaka no 30º minuto: o atacante canadense, já aceso, testou Kobel com uma bola encurvada, enquanto a cobrança de falta de Xhaka não alterou o placar. Pela eficiência nas transições, o Canadá avançou com mais fluidez no fim do primeiro tempo, mas a conversão do “último passe” e da “última finalização” seguiu baixa — o indício estatístico mais claro por trás do 0 a 0 no intervalo.

Abertura do segundo tempo: 40 segundos que mudaram o grupo

Apenas 40 segundos após o reinício, o jogo “ligou”. A Suíça avançou pela direita, Manzambi serviu um cruzamento rasteiro, e Ruben Vargas, livre no segundo pau, acertou de primeira com força — a bola entrou no canto inferior. Com um dos gols mais rápidos no início de um segundo tempo desta edição, a Suíça empurrou de imediato o jogo do equilíbrio de “empate basta para classificar” para o modo canadense de “precisar correr atrás do placar”.

Onze minutos depois, a Suíça ampliou a vantagem. Após um lançamento longo que ultrapassou a linha de fundo, dois zagueiros canadenses não conseguiram atuar em conjunto; Embolo protegeu a bola de costas e serviu Manzambi, que avançou em profundidade, e este finalizou rasteiro, com a bola passando por baixo de Crépeau até entrar no gol — foi o terceiro gol de Manzambi nesta competição. Pelo desenrolar da jogada, o lance expôs problemas de encaixe do Canadá na proteção da segunda bola e na cobertura do goleiro no primeiro poste: o pivô de Embolo transformou o esticamento vertical da defesa canadense em desorganização horizontal, e a reação de Crépeau à bola rasteira e baixa também foi um pouco lenta. O placar de 2 a 0 deixou a Suíça em posição sólida na disputa por pontos do grupo.

Aposta nas substituições e o minuto 76 de Promise David

Jesse Marsch fez três substituições seguidas com o time perdendo, e o Canadá reagiu de imediato. O chute de Jonathan David foi bloqueado por Nico Elvedi, uma das chances mais próximas de empate após as mudanças. Depois do segundo intervalo para hidratação, Marsch fez uma aposta ainda mais agressiva: Promise David entrou — quase no instante em que pisou no gramado, o Canadá descontou: após um lançamento longo de Nathan Saliba, Promise David acertou um voleio espetacular e marcou, levando o placar a 2 a 1.

O rugido da arquibancada explodiu nesse momento, e a festa de torcedores do Canada House, em Toronto, também irrompeu em comemoração. Mas nos minutos finais, o anfitrião não conseguiu dar o golpe final: Cornelius teve duas chances de cabeça — uma desviou para fora, na outra não acertou bem o contato; nos acréscimos, o cabeceio de Alistair Johnston também foi defendido por Kobel. A Suíça suportou pressão no final, mas com uma retranca mais compacta levou o 2 a 1 até o apito final.

Dados do grupo: a troca da liderança e da “vantagem de mandante”

O apito final soou e a Suíça terminou com duas vitórias, um empate e sete pontos, classificando-se em primeiro lugar no Grupo B; o Canadá também avançou, mas se despediu de Vancouver como vice-líder do grupo — o que significa que disputará as oitavas de final nos Estados Unidos, enquanto a Suíça, conforme o calendário, retorna ao BC Place para seguir sua campanha eliminatória em 2 de julho. Para o Canadá, foi a primeira vez na história da seleção que chegou às eliminatórias da Copa do Mundo; o gol do reserva Promise David e os gritos de mais de 52 mil espectadores formaram o trecho mais humano desta derrota; para a Suíça, as duas assistências de Embolo, os gols consecutivos de Manzambi e a finalização de Vargas na segunda trave transformaram a “eficiência no início do segundo tempo” na prova mais sólida da vitória.

Um jogo de entendimento mútuo que poderia terminar em empate foi, no fim, reescrito pelo placar com dois gols em contra-ataque rápido da Suíça. O Canadá não perdeu a vaga na próxima fase, mas perdeu a liderança do grupo e a chance de continuar jogando em casa; a Suíça, nos 12 minutos após o intervalo, completou o salto de “suficiente” para “melhor”.

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