Segundo informações de que dispomos, Manchester United acelerou a reconstrução do meio-campo neste verão: o acordo para a contratação do internacional brasileiro Ederson está praticamente fechado, para substituir Casemiro; o principal alvo, Elliott Anderson, demonstra preferência clara pelo Manchester City, e os Red Devils voltaram o foco para Sandro Tonali, do Newcastle United. A diretoria da INEOS ainda pretende contratar pelo menos mais um meio-campista, e a saída do uruguaio internacional Manuel Ugarte também está em andamento.
Disputa por Anderson: oferta recusada e United desiste da negociação
Anderson, de 23 anos, foi convocado para a seleção inglesa após suas ótimas atuações no Nottingham Forest e deve formar dupla com Rice no meio-campo na Copa do Mundo — a confiança depositada nele por Thomas Tuchel é evidente para todos. Por isso, o United chegou a colocá-lo como prioridade na janela de transferências do verão.
Porém, a vontade do próprio jogador já pende para o rival da mesma cidade. Na quarta-feira, o Manchester City teve recusada a segunda proposta enviada ao Forest; de acordo com relatos, a taxa fixa de transferência seria de cerca de 106 milhões de libras, e, somando as cláusulas variáveis, o valor total poderia superar 120 milhões de libras. O Forest exige que o valor fixo ultrapasse o recorde britânico de 125 milhões de libras pagos pelo Liverpool ao Newcastle por Alexander Isak no ano passado para liberar este internacional inglês. No United, essa oferta foi classificada internamente como "vergonhosa", e o clube imediatamente voltou-se para a lista de alternativas.
Pelo andamento das negociações, o Manchester United não perdeu por falta de disposição, e sim pelo duplo aperto entre a escolha do jogador e a lógica de precificação: Anderson quer seguir em um cenário de título na Premier League, enquanto o Nottingham Forest aproveita a janela pré-Copa do Mundo para fazer a cotação subir. Para os Red Devils, insistir nessa negociação só atrasará toda a renovação do meio-campo.
Ederson substitui Casemiro, e Old Trafford começa reforçando o volante
Enquanto a negociação por Anderson encontra obstáculos, o United já fechou acordo com a Atalanta pela transferência de Ederson. O volante brasileiro vai ocupar o vazio deixado por Casemiro no meio-campo defensivo e também abrir espaço na folha salarial e no elenco para, depois, trazer um parceiro com mais capacidade de avanço. Com capacidade para mais de 76 mil torcedores, Old Trafford sempre teve a solidez do meio-campo como o ponto mais sensível para a torcida — fechar Ederson primeiro, no mínimo, mostra que o clube sabe identificar onde está o problema.
Plano B em duas frentes: Fernandes na frente, Tonali como alternativa
Na sexta-feira, surgiram informações de que o United se prepara para oferecer cerca de 80 milhões de libras esterlinas pelo meio-campista do West Ham, Matheus Fernandes, e tenta concluir a operação antes do Arsenal e do Real Madrid. O clube já entrou em contato formal com a equipe do jogador e prepara a apresentação de uma proposta oficial aos Hammers. Fernandes é jovem, conduz bem a bola e complementa o perfil de Ederson.
Enquanto isso, fontes ligadas ao antigo departamento de scouting do Manchester United revelaram que Tonali se tornou o próximo alvo na fila, depois de Anderson. O Newcastle estipula cerca de 100 milhões de libras por ele — um patamar abaixo do que o Nottingham Forest pede por Anderson, mas o contrato do jogador e a postura do clube ainda serão pontos sensíveis nas negociações. Tonali já demonstrou cobertura defensiva e solidez na saída de bola tanto na Serie A quanto na Premier League; se de fato formar uma dupla de volantes com Ederson, o meio-campo do United terá completado apenas metade da equação “contundência + ritmo”.
Meio-campo na janela de verão: dinheiro não falta, mas a ordem de prioridades é que pesa
O contorno das contratações de meio-campo do Manchester United neste verão já está bem definido: Ederson como âncora defensiva, Fernandes e Tonali disputando o posto de motor do meio-campo, e a saída de Ugarte aliviando a folha salarial. O verdadeiro desafio não é se o clube consegue investir de novo, e sim se consegue estabelecer a prioridade certa entre a vontade dos jogadores, os pedidos dos vendedores e a química do elenco. A ida de Anderson ao Manchester City está praticamente selada; se os Red Devils hesitarem novamente, a janela pós-Copa do Mundo trará apenas um prêmio ainda maior.