Argélia vence a Holanda fora; Musa marca o gol da vitória aos 86 minutos

Argélia vence a Holanda fora; Musa marca o gol da vitória aos 86 minutos

No dia 3 de junho, o amistoso internacional no estádio De Kuip, em Roterdã, chegou ao fim com a Argélia vencendo a Holanda por 1 a 0 fora de casa. Anis Hadid Moussa, que entrou no segundo tempo, marcou aos 86 minutos após assistência de Bilal Bentaleb, finalizando com o pé esquerdo pela esquerda, e garantiu uma vitória fora de casa diante de uma das dez melhores seleções do mundo.

Sinais de zebra na noite de Roterdã

Na arquibancada, a onda laranja do torcedor holandês dominou o ambiente por momentos, mas o placar acabou registrando a derrota da seleção anfitriã. A Holanda ocupa atualmente o 7º lugar no ranking da FIFA, com 1757,87 pontos; a Argélia está em 28º, com 1564,26 pontos — a diferença no papel é significativa, mas o futebol, às vezes, se decide na linha do gol. No intervalo, a equipe visitante promoveu cinco substituições de uma só vez, renovando as laterais e o meio-campo defensivo; do lado holandês, Bart Verbruggen deu lugar a Robin Roefs para defender o gol. Esses ajustes finos em amistosos costumam ser a última avaliação do treinador sobre elenco e ritmo antes das competições oficiais.

Posse de bola favorável, mas o gol foi da visitante

Após o intervalo, o jogo se inclinou ainda mais para a Laranja Mecânica. A Holanda teve 53% de posse contra 47%, finalizou 17 vezes contra 8, com 6 chutes no alvo contra 2, 27 toques na área contra 13, 6 escanteios contra 3, 504 passes com 88% de acerto e criou 3 grandes chances, mas não converteu nenhuma em gol. Donyell Malen chutou quatro vezes, desperdiçou duas chances claras e chegou a acertar a trave; Cody Gakpo acertou duas finalizações no alvo e distribuiu dois passes decisivos; Tijjani Reijnders organizou o meio-campo com cinco passes-chave. Aos 81 minutos, Ronald Koeman trouxe Wout Weghorst para reforçar a presença aérea no lugar de Gakpo; aos 88 minutos, lançou Brian Brobbey para pressionar a área, mas a linha defensiva recuada da Argélia não cedeu.

O visitante jogou mais como um exame calculado fora de casa. Nos lançamentos longos, 33 de 62 (53% de acerto); em duelos, 53% de vitória; no drible, 36% — bem acima dos 14% da Holanda. Zinedine Belaïd e Mohammed Togouai somaram 8 cortes, e a equipe fechou o jogo com 21 afastamentos contra 17 dos holandeses. O goleiro Luca Zaniele roubou a cena — 6 defesas, duas delas contra chances claríssimas; o arqueiro holandês fez apenas uma intervenção. A Argélia converteu 1 gol com apenas 8 finalizações e 2 no alvo — eficiência e garra expressas nesses números.

O que ainda dá para ler depois do jogo

Ambos escalaram no 4-3-3. A Argélia deu 459 passes com 84% de acerto e venceu com o zero no placar apesar de dominar menos a bola; aos quatro minutos dos acréscimos, o visitante levou os três pontos com frieza. Para Koeman e a Holanda, o jogo funcionou como espelho antes do ciclo da Copa: o meio cria, mas a finalização e a estabilidade na meta pedem revisão. A entrada de Hadj Moussa no intervalo e o gol decisivo aos 86 minutos deram à Argélia uma resposta clara sobre o elenco e a execução sob pressão.

Do torcedor na arquibancada, o valor de um amistoso assim nunca cabe só no placar — expõe a resiliência do azarão, o trunfo do reserva e o desempenho individual do goleiro. A Argélia parte com uma vitória fora de casa de peso; a Holanda, além de empatar em sequência sem sofrer gol contra Alemanha, Grécia e Sérvia, precisa se perguntar: quando a área enche de chance, quem define o lance?

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