Mubarak: após dez anos e inúmeros pedidos de demissão, Guardiola finalmente deixa o City

Mubarak: após dez anos e inúmeros pedidos de demissão, Guardiola finalmente deixa o City

Em 4 de junho de 2026, Khaldoon Al Mubarak, presidente do Manchester City, concedeu entrevista pelos canais oficiais do clube e, pela primeira vez, expôs os bastidores emocionais por trás da saída de Guardiola: nas dez temporadas à frente do Etihad, o famoso técnico espanhol chegou a “pedir demissão” pelo menos cem vezes nos momentos difíceis — até o fim desta temporada, quando ambos sabiam que desta vez era para valer.

A despedida além das arquibancadas pesa mais do que troféus

Para os torcedores que lotam ano após ano as 55.097 cadeiras do Etihad, a saída de Guardiola nunca foi apenas um comunicado de troca de técnico. Mubarak descreveu a década de parceria como “excepcional”, mas admitiu que, entre altos e baixos, houve inúmeras batalhas psicológicas — quando Guardiola dizia “não aguento mais”, a diretoria do clube muitas vezes não podia levar a sério como se fosse notícia de última hora.

“É como aquela história do ‘lobo, lobo’ que todo mundo conhece.” Nas palavras de Mubarak, havia um tom de riso resignado: “Para o Pep, dizer que vai sair não significa que ele realmente vai embora. Você não pode levar tão a sério; tem que saber administrá-lo.” A frase tirou a relação entre técnico e presidente do quadro tático de volta para o corredor do vestiário: em times vencedores, paciência às vezes custa mais do que orçamento de transferências.

“Lobo, lobo” e uma década de “pseudo-psiquiatra”

Mubarak disse que ele e Guardiola são amigos íntimos e que, nos ciclos de baixa, atuou como “pseudo-psiquiatra”, puxando o técnico de volta da beira do abismo emocional. Ao longo dos dez anos, cada “demissão” costumava esconder pressão por resultados, turbulência na imprensa ou reação instintiva após um colapso no meio da temporada; o papel do presidente era distinguir o momento em que “precisava ser convencido a ficar” do momento em que “ambos sabiam que não valia mais insistir”.

“Sempre que ele dizia que ia sair, eu o convencia a ficar, até eu ter certeza de que era isso que ele realmente queria.” disse Mubarak. Nesta temporada, chegaram ao segundo caso — Guardiola sabia por dentro, e o presidente sabia que ele sabia. “Desta vez eu não discuti, porque sabia que ele estava falando sério.”

Aos 55 anos, Pep Guardiola deixa 20 troféus no Manchester City, entre eles seis títulos da Premier League e um da Champions League. Na última temporada antes de deixar o cargo, ficou com o vice na liga, mas conquistou a FA Cup e a League Cup; Mubarak disse que ele “mudou o futebol inglês”, do ritmo de pressão à saída de bola na defesa — o mapa tático da Premier League foi reescrito por uma década de execução inabalável por um mesmo elenco.

Dados do fim de temporada e a linha do tempo do pedido de demissão

Os registros de jogos do site serviram de nota de rodapé mais sólida para essa despedida. Na rodada 38 da Premier League de 2025, o City perdeu em casa por 2 a 1; na rodada 37, empatou 1 a 1 fora. Na Champions, um jogo em 31 de maio de 2026 terminou 1 a 1, e outro em 7 de maio também 1 a 1. Sequências de tropeços ou empates no fim da temporada costumam ser o momento em que a emoção do técnico e as decisões do clube se sobrepõem — Mubarak optou por não retê-lo quando chegou o pedido de demissão definitivo, em diálogo com os resultados em campo, e não como causa direta.

Mais cedo, na mesma temporada, o City venceu por 3 a 0 nas rodadas 31 e 36 da Premier League, o que mostra que o time não perdeu competitividade, e sim que a narrativa de um ciclo de domínio estava mudando de trilho. Para os torcedores, a lembrança pode ser um grito depois dos acréscimos em algum jogo, ou um bar de torcedores ainda iluminado na noite da derrota; para o presidente, é quantas vezes ouviu “eu renuncio” com um tom já diferente.

A Premier League e o próximo capítulo do City

Depois da saída de Guardiola, o Manchester City continua no Etihad, mas os rivais da Premier League já estão acostumados a se preparar pelo “modelo Pep”. A entrevista de Mubarak não indicou sucessor, mas deixou clara a coordenada histórica: dez anos de “excelência” chegaram ao fim — não como fracasso, e sim como uma pausa reconhecida por ambos os lados.

Pelo olhar do futebol de torcida, o que mais vale acompanhar nesse tipo de despedida é se o novo técnico consegue assumir o pacto emocional das arquibancadas do Etihad — títulos se compram, mas a confiança de “não abandonar o barco na fase ruim” precisa ser reconstruída. Nas próximas janelas de transferência e na pré-temporada, a torcida deve ficar de olho em três pontos: se o sistema tático se mantém, se o elenco núcleo permanece estável e se a pressão pela vaga na Europa força mudanças radicais.

Mubarak encerrar a história com o “lobo!” também lembra o leitor: a carta de demissão de um técnico renomado às vezes é um pedido de socorro, às vezes uma carta na manga nas negociações, às vezes o capítulo final. Desta vez, o presidente não ligou para convencer a ficar — porque os dois ouviram o eco do último capítulo.

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