Messi e Mbappé empatam e lideram a seleção ideal de 22 de junho

Messi e Mbappé empatam e lideram a seleção ideal de 22 de junho

Naquele dia 22 de junho, arquibancadas e gramado pareciam conectados pela mesma corrente elétrica — não era um solo em um único estádio, mas duas histórias escritas na mesma noite. Messi e Mbappé entregaram atuações com nota 9,2 e ocuparam lado a lado a primeira fila da “Seleção do Dia” da Copa do Mundo de 2026; um, com dois gols, levou sua artilharia total na Copa a 18 tentos, isolado no topo histórico; o outro, também com um brace, fixou sua marca pessoal em 16 gols na Copa, empatado em segundo com Klose, a apenas um passo atrás do velho rival.

Noite das estrelas gêmeas: dos números às arquibancadas

Se você estava sentado em qualquer trecho intermediário das arquibancadas naquele dia, provavelmente foi atingido primeiro pela ilusão de que “os velhos tempos ainda estavam ali”. A atuação de Messi não se resumia a dois gols: 7 finalizações, 4 no alvo, 1,51 de xG, 1,25 de xGOT — retorno bastante sólido. Na fase de posse, continuava ocupado e preciso: 30 passes completados de 40 tentativas, 75% de aproveitamento, 2 passes decisivos, 3 dribles completados em 4 tentativas, e provocou 4 faltas defensivas — 71 toques, 258,4 m de condução, com o maior avanço chegando a quase 43 m; aquele ritmo deslizando rente ao chão pelas linhas defensivas, igual ao de quando estreou na Copa do Mundo aos 18 anos, fazia o torcedor ao lado se inclinar instintivamente para a frente.

Do outro lado, Mbappé respondeu à mesma régua de avaliação com outro tipo de afiamento. 8 finalizações, 3 no alvo, 1,23 de xG, 1,10 de xGOT; 59 toques, 16 conduções, 6 avanços progressivos, distância total percorrida de 148,1 m, com o maior avanço de 31,8 m. 2 dribles completados em 4 tentativas, atuando dentro e fora da área, pelos dois flancos, transformando “ameaça” em coordenadas que mudavam o tempo todo. Com os dois gols na conta, 16 tentos na Copa o colocaram ao lado de Klose no ranking — à frente, restava apenas Messi — essa justaposição fazia torcedores mais antigos, no túnel de saída, resistirem à tentação de encaixar os nomes de 2006, 2018 e 2026 um a um.

Pelas pontas e nos bastidores: nem só quem marca

A melhor escalação nunca é um show de duas pessoas só. Pelo lado da França, Dembélé abriu de verdade a largura pelas laterais com 1 gol, 1 assistência e 3 passes-chave: 3 dribles certos e nota 8,7 mostram que, na zona de finalização, ele escolhe o timing com mais maldade do que o gesto — não parte em disparada o tempo todo, e sim espera a linha defensiva meio passo fora do lugar para entregar o último passe ou o último chute. Olise, de formação inglesa, propôs do outro lado outro modelo de criatividade: 2 assistências, 3 passes-chave e 3 dribles certos, números que já bastam para entrar na súmula; num nível mais fino, quando recebe entre linhas e lateral ele sempre faz o marcador hesitar meio instante, “entregando” a chance aos pés do companheiro em vez de forçar sozinho.

Ismaïla Sarr, de Senegal, também entrou no time do dia entre os onze, formando com Dembélé e Olise uma estrutura equilibrada de “ameaça pelas pontas, finalização pelo centro”. Brilho estrelado e trabalho de soldado andam juntos — é disso que a lista de 22 de junho mais fica na memória: tem quem escreve o jogo no ranking de artilheiros e quem faz o jogo “ganhar vida” antes pelas laterais e pelos corredores internos.

Além dos números: o que esta noite nos deixa

Quando se coloca na mesma página os números de Messi, Mbappé, Dembélé, Olise e outros, aparece um contorno claro — na primeira fase da Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, o heroísmo individual não saiu de cena, mas quem cria chances e quem conclui gols passou a ser contabilizado com o mesmo destaque. Para o torcedor comum, talvez esta seja uma página mais digna de guardar do que o placar em si: dá para ver o instante em que um recorde é reescrito e também quem preparou a via para esse recorde.

Pelo ritmo da competição, 22 de junho soa como um lembrete: a fase de grupos segue acelerada, a rotação e a gestão física de cada seleção ficam cada vez mais sensíveis, e quem já entregou atuações bem avaliadas passa a carregar, a cada lance seguinte, a pressão invisível de “manter o ritmo”. Se você for continuar acompanhando a Copa de 2026, vale deslocar um pouco o foco de “quantos cada um marcou” — observar quanto alguém avança conduzindo a bola ou quem, depois de sofrer falta, ainda volta à posição de organização na jogada seguinte costuma estar mais perto da temperatura real deste esporte no palco da Copa do Mundo.

O time ideal do dia, portanto, não é apenas uma lista reluzente de nomes. É mais como um comunicado compartilhado entre cidades e arquibancadas: Messi elevou mais um degrau o patamar histórico, Mbappé vem na cola, e Dembélé, Olise e Sarr provam que, neste nível, não basta apenas marcar gols — é preciso haver quem queira e consiga puxar a partida na direção certa.

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