De acordo com informações de que dispomos, Oyarzabal continua sendo o ponto ofensivo mais confiável da Espanha nas últimas fases. Desde que vestiu a camisa da Furia Vermelha, em 2019, o camisa 10 da Real Sociedad já disputou 52 partidas, com 25 gols e 11 assistências — uma participação direta em gol a cada 71 minutos, em média. No ranking mais recente da FIFA, a Espanha acumula 1.876,40 pontos e ocupa provisoriamente o 2º lugar, tendo recuado uma posição em relação à edição anterior; manter a produção do ataque é especialmente decisiva para sustentar a confiança em grandes torneios.
Últimas dez partidas: notas estáveis, produção sólida
Ao aproximar o foco das dez últimas partidas pela seleção, Oyarzabal se parece mais com um relatório de scout impecável — sem altos e baixos extremos, mas com presença quase constante em praticamente todos os jogos. Suas notas individuais ficaram entre 6,6 e 8,9: recebeu 8,6 na goleada por 3 a 0 sobre a Sérvia e 7,5 na vitória por 2 a 1 sobre a Turquia; somou 8,6 na arrancada por 4 a 0 sobre a Geórgia fora de casa e 8,0 no triunfo por 4 a 1 contra a Bulgária.
Mesmo quando o placar não foi tão elástico, manteve o básico. Registrou 6,6 na vitória apertada por 2 a 0 sobre a Geórgia e 7,6 no 3 a 0 sobre a Bulgária; na goleada por 6 a 0 sobre a Turquia, alcançou a maior nota do período, 8,9. O teste de sangue frio vieram nos jogos entre grandes seleções: 7,9 na vitória por pênaltis, 5 a 4, sobre a França, e 7,2 no empate em 2 a 2 no tempo normal com Portugal, seguido de eliminação nos pênaltis. Manter o nível em placares e ritmos diferentes é exatamente o perfil que a Espanha mais carece na rotação do setor ofensivo.
Liderança dupla no ranking ofensivo
Nos dados ofensivos recentes da Espanha, Oyarzabal lidera a equipe com 4 assistências e divide a artilharia com 6 gols. Para um atacante que, nominalmente, atua como centroavante, mas costuma invadir pela esquerda, essa dupla função de “finalização + criação” não é comum. Enquanto os jovens de De la Fuente roubam a cena pelas pontas, ele usa movimentação mais experiente e boas escolhas no toque para transformar chances em gols e assistências concretas.
Em termos de carreira, sua média de nota pela seleção é 7,14, com taxa de conversão de finalizações de 29,4% e 62,9% de sucesso nos dribles. Os números não são chamativos, mas dizem uma coisa: quando a bola chega aos pés dele, a Espanha frequentemente consegue concluir o último elo do ataque. Diante de adversários de perfis distintos, como Sérvia, Geórgia, Bulgária e Turquia, a curva de produção se mantém estável, sem aquele contraste de “fazer números contra times fracos e sumir nos jogos grandes”.
Pontos fortes: papel definido e eficiência consistente
Sob a ótica de olheiro, o maior valor de Oyarzabal é a “previsibilidade”. Ele não precisa de volume infinito de finalizações, mas entrega processamento de alta qualidade em poucos toques; consegue abrir espaço para os jovens pontas e também aplicar o golpe final. Aos 27 anos, está no auge de um atacante, com mais de 50 partidas pela seleção, experiência em competições de elite e boa forma física no mesmo período. Para uma Espanha que renova rapidamente o elenco ofensivo, ele funciona como se tivesse escrito a palavra “estabilidade” no quadro tático.
Preocupações: teto de qualidade e desempenho em jogos decisivos
Os riscos também existem. A melhor nota nos últimos 10 jogos veio na goleada por 6 a 0 sobre a Turquia; diante de França e Portugal, as avaliações não foram baixas, mas a capacidade de mudar o placar diretamente no jogo corrido não apareceu por completo. Para a Espanha buscar um patamar mais alto no ciclo da Copa do Mundo, alguém precisa definir partidas no nível de semifinal; Oyarzabal, por enquanto, parece mais uma “peça eficiente dentro do sistema” do que um superfinalizador capaz de carregar sozinho toda a linha ofensiva.
A disputa por posicionamento no ciclo da Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 será sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México, e a Espanha, mesmo fora do papel de anfitriã, ainda precisa lapidar a lista final dentro do formato dos grandes torneios. A França ocupa provisoriamente o 1º lugar no ranking da FIFA, Portugal está em 5º e a Turquia subiu para a 22ª posição; com rivais de peso ao redor, cada vaga no setor ofensivo tem implicações táticas. Na Real Sociedad, Oyarzabal há muito tempo carrega o peso da organização ofensiva do clube; na seleção, assume mais um “papel de veterano” — não busca protagonismo, mas é quem transforma a velocidade dos mais jovens em gols.
Pelo conjunto de desempenho e pela camada de riscos, ele deve seguir entre os concorrentes à vaga de titular; a incógnita real é se De la Fuente o fixará como falso nove, ponta esquerda ou um dos dois atacantes. Se elevar a conversão de chances-chave nos confrontos difíceis que vêm contra França, Portugal, Inglaterra e outras seleções de peso, Oyarzabal, de 27 anos, pode sair de “rendimento estável” para “decisivo em Copas”; se nada mudar, continuará sendo o reserva de confiança da Espanha, mas talvez não o jogador capaz de definir o campeão.