Segundo relatos do Daily Mail e de outros veículos, o Manchester United planeja investir cerca de 150 milhões de libras na janela de transferências de verão de 2026 para contratar três meias de uma só vez, a fim de corrigir a lacuna estrutural deixada na temporada passada, quando a linha ofensiva recebeu cerca de 200 milhões de libras e o meio-campo quase nada.
Com a confirmação de que Casemiro deixará o clube ao fim do contrato, em saída livre, e a possível venda de Manuel Ugarte, o United vê número e qualidade do meio-campo caírem ao mesmo tempo, e o reforço da posição já entrou na agenda.
Depois que a equipe de Michael Carrick somou 10 vitórias em 14 jogos e venceu o Liverpool por 3 a 2 no fim de semana, garantindo vaga na Liga dos Campeões na próxima temporada, a diretoria quer alinhar as janelas financeira e esportiva: o poder ofensivo saltou do quinto pior da Premier League na temporada passada para o terceiro melhor; o próximo passo é transformar “conversão” em “controle”.
Como dividir o orçamento de 150 milhões de libras
O quadro financeiro apresentado pelas reportagens é bem claro: cerca de 80 milhões de libras reservados para um volante “de cartaz”, para suceder Casemiro; cerca de 40 milhões para o substituto de Ugarte — o uruguaio chegou no verão de 2024 por cerca de 50 milhões de libras, vindos do Paris Saint-Germain; e mais cerca de 20 milhões de margem flexível para uma terceira contratação no meio-campo. As três parcelas somam algo em torno de 150 milhões de libras, com margem de erro de cerca de 10 milhões, o que indica que o United não pretende simplesmente “jogar dinheiro”, e sim precificar por função.
Isso contrasta com a estratégia da temporada passada: os três atacantes Matheus Cunha, Bryan Mbeumo e Benjamin Šeško consumiram cerca de 200 milhões de libras esterlinas no total, com melhora clara na eficiência ofensiva, mas as fragilidades nos números de interceptação, condução e proteção da defesa no meio-campo não foram corrigidas na mesma medida. Casemiro recuperou forma nesta temporada, mas isso não foi suficiente para reverter o desfecho de “saída certa ao fim do contrato”; em entrevista à ESPN Brasil, deixou claro que “não há possibilidade de ficar mais um ano” e se despedirá do Old Trafford a custo zero — o que significa que o Manchester United precisará, sem receber nenhuma taxa de transferência, contratar novamente um núcleo capaz de ancora o meio-campo a longo prazo.
Faixa de 80 milhões: quem se parece mais com um “novo Casemiro”
Os potenciais alvos incluem Carlos Baleba, do Brighton, Elliot Anderson, do Nottingham Forest, Sandro Tonali, do Newcastle, Adam Wharton, do Crystal Palace, e Aurélien Tchouaméni, do Real Madrid. Entre eles, Baleba é visto por diversos veículos como o alvo favorito do United; o Caught Offside afirma que o clube o enxerga como pedra angular da reconstrução e está disposto a fechar o negócio por 75 a 80 milhões de euros (cerca de 65 a 70 milhões de libras), uma queda em relação à oferta de 100 milhões de euros na janela de verão de 2025.
O jornalista Fabrizio Romano também enfatiza que Baleba está na lista do United desde a janela de verão de 2025 e continua sendo um nome a monitorar de perto. Paris Saint-Germain, Bayern de Munique, além de Arsenal e Chelsea, na Premier League, também demonstram interesse — a concorrência não é nada fácil.
Anderson representa outro extremo: o Forest pede, segundo relatos, cerca de 120 milhões de libras, e o Manchester City é considerado favorito na disputa; mesmo com orçamento folgado, a curva de custo-benefício do United seria claramente íngreme. Tonali, Wharton e Tchouaméni ficam mais no papel de “alternativa ou para elevar o preço” — especialmente Tchouaméni, que está no Real Madrid e integra, junto de Federico Valverde, o estoque de meio-campistas de um gigante espanhol, o que torna a operação ainda mais difícil.
Faixa de 40 milhões: Ederson e o “tira das mãos” do Atlético de Madrid
Entre os reforços de segunda linha, o meia da Atalanta Ederson é quem avança com mais rapidez. Romano o classifica como uma opção “alternativa, mas viável”, avaliada entre 40 e 45 milhões de euros; o jornalista Ben Jacobs diz que o Manchester United já entrou em contato com o entorno do jogador, com a Atalanta pedindo cerca de 50 milhões de euros. O jornalista italiano Matteo Moretto revelou que os Diabos Vermelhos já apresentaram uma proposta contratual; Nicolo Schira, por sua vez, afirma que o United se prepara para oferecer 45 milhões de euros à Atalanta, tentando concluir uma “interceptação” depois que o Atlético de Madrid já havia acertado os termos pessoais de um contrato válido até 2031, com salário anual de 4,5 milhões de euros.
O Atlético ainda não fechou acordo com a Atalanta em nível de clube — a Atalanta não ficou satisfeita com a última oferta de 35 milhões de euros do Atlético. O Arsenal também está de olho, o que significa que, se o United quiser garantir impacto imediato na posição específica de “volante”, precisa acelerar proposta e calendário de exames médicos. Pelo perfil de dados, Ederson se aproxima mais de um “volante reserva de baixo custo” do que de um núcleo de longo prazo na faixa dos 80 milhões; mas, com Anderson caro demais e Baleba ainda em impasse, ele tem valor claro como seguro tático.
Outros nomes na mesma faixa orçamentária
Matheus Fernandes, do West Ham, entrou na faixa de cerca de 40 milhões de libras. O The Telegraph diz que o United intensificou a perseguição, e o capitão Bruno Fernandes já recomendou ao clube esse compatriota homônimo — que somou 3 gols e 3 assistências pelo West Ham nesta temporada sob pressão de rebaixamento. Alex Scott e Tyler Adams, do Bournemouth, também foram citados nessa faixa de preço; Shea Charles, do Southampton, é visto como a terceira opção de meio-campo, em torno de 20 milhões de libras.
Cabe distinguir que a imprensa espanhola Fichajes chegou a listar os “três primeiros reforços” como Joel Ordóñez, zagueiro do Club Brugge, Matheus Fernandes e Lewis Hall, lateral-esquerdo do Newcastle — dos quais apenas Fernandes pertence à linha de meio-campo foco deste artigo. As demais posições indicam que a janela de verão do United pode ser uma combinação de “prioridade ao meio-campo, com avanço simultâneo na defesa e nas laterais”, e não um pacote único de 150 milhões de euros para resolver tudo.
Boatos sobre Valverde e a narrativa de “recompensa” a Carrick
Há ainda uma informação vinda da Espanha: o coproprietário Jim Ratcliffe gostaria de “recompensar” o trabalho de Carrick com a contratação do meio-campista do Real Madrid, Valverde. Segundo relatos, o United já se reuniu duas vezes com a equipe de representantes do jogador, mas Valverde deixou claro que não tem intenção de sair no momento — ele vive confortavelmente em Madrid e aguarda ver como a equipe evolui após a chegada do novo treinador. Bayern, PSG e Chelsea também aparecem como interessados nos rumores, mas, por enquanto, parecem mais manobras de valorização e marketing, e não estão na mesma prioridade do plano de 150 milhões por três meio-campistas.
Pelo lado dos números: por que o meio-campo precisa ser reforçado agora
Comparando o investimento ofensivo da temporada passada com a melhora na classificação de gols nesta, o United já corrigiu a eficiência do “último passe e finalização”; os 10 triunfos de Carrick nos últimos 14 jogos comprovam que o sistema atual é competitivo no ritmo das copas. Mas o retorno à Champions League significa adversários mais fortes em geral: se o meio-campo continuar dependendo de Casemiro, em fim de contrato, e de Ugarte, possivelmente à venda, posse de bola, proteção na segunda bola e recuperação da pressão no ataque enfrentarão riscos sistêmicos. Dividir 150 milhões em três parcelas de 80+40+20, em essência, é comprar “eficiência na transição defensiva”, “estabilidade na progressão” e “profundidade de elenco”, e não simplesmente acumular nomes famosos.
Para os torcedores, três frentes valem a pena acompanhar de perto daqui para a frente: se Baleba fecha na faixa entre 75 e 80 milhões de euros; se a oferta de 45 milhões de euros por Ederson consegue afastar o Atlético de Madrid; e se Matheus Fernandes se tornará o segundo meio-campista que Bruno deseja. Romano afirma que o Manchester United “tomará uma decisão em breve” — com a vaga na Champions League garantida e a contagem regressiva para a saída de Casemiro já aberta, a ordem em que essas três negociações forem concretizadas determinará se o meio-campo na temporada 2026-27 será um upgrade ou continuará sendo montado no improviso.