EUA apostam no mando de campo para avançar no Grupo D com Pulisic à frente

EUA apostam no mando de campo para avançar no Grupo D com Pulisic à frente

Anfitrião e um caminho para “ir mais longe”

No panorama do Grupo D da Copa do Mundo de 2026, o coanfitrião Estados Unidos ocupa o lugar mais em evidência: vaga automática, clima de casa e um grupo sem adversários tradicionais de peso. A análise deixa claro que essa configuração dá aos americanos motivos de sobra para mirar a fase eliminatória — até chance de passar da fase de 32, embora as oitavas de final devam ser o teto mais provável nesta edição. Para a torcida, não é um “classificado garantido” dito por cima, e sim a expectativa coletiva da janela mais próxima, em 96 anos, de realizar o sonho em casa.

Pulisic: braçadeira de capitão e um verão polêmico

Para explicar o teto da seleção americana, não dá para ignorar Christian Pulisic. Os números na seleção — 84 jogos e 32 gols — ainda o fixam no núcleo do “Capitão América”; a qualidade do ataque do Milan também define o quanto os EUA conseguem abrir brechas no terço final. Mas viradas de carreira não ficam só no currículo: seca de gols pelo Milan em 2026 e a polêmica do verão passado por faltar à Copa Ouro o levam à Copa com a etiqueta de “estrela continua estrela, mas a forma gera dúvida”. A pressão de jogar em casa amplia essa tensão — ele é ao mesmo tempo o cartão de visita ofensivo e a lupa da opinião pública.

O que Pochettino viu de positivo nos amistosos recentes, pelo menos, deixa espaço para um desfecho diferente: na vitória sobre Senegal, Pulisic e Balogun brilharam juntos. Para um time desequilibrado entre ataque e meio, esse “alguém aparece no jogo decisivo” anima mais o vestiário do que o ranking no papel.

O caderno tático de Pochettino

O técnico Pochettino adota uma leitura bem pragmática: o ataque dos Estados Unidos é estrelado, mas a defesa vive sob escrutínio; migrar para o esquema com três zagueiros é, na prática, colocar um colchão extra diante de uma linha de fundo frágil. A falta de profundidade na posição de volante significa que, na fase eliminatória, será difícil sustentar o ritmo apenas pela solidez do sistema — a aposta passa mais por Pulisic, Balogun, Timothy Weah e companhia para empurrar o jogo para um duelo aberto, de ida e volta. No olhar editorial, isso não é postura conservadora, e sim a escolha de “trocar margem de erro por fogo ofensivo” dentro da estrutura de elenco disponível.

Panorama do grupo: sem gigantes, mas com variáveis

No mesmo grupo, o Paraguai volta à Copa do Mundo depois de 16 anos; o melhor resultado histórico foi as quartas de final em 2010. Hoje ocupa a 40ª posição na FIFA, com 1503,50 pontos, inalterada em relação ao ranking anterior — um perfil mais de “experiência limitada, mas que morde”. A Austrália aparece na 27ª colocação, com 1580,67 pontos, também sem mudança; nas eliminatórias recentes do site, encadeou três empates por 0 a 0, sinal de que consegue puxar o confronto para um jogo truncado e de poucos gols. A Turquia não consta no banco de seleções candidatas, mas o calendário já aponta o duelo da última rodada: 26 de junho, às 04h00 (horário da Europa Central), de novo no SoFi Stadium — a partida de encerramento da fase de grupos para os EUA.

Em contraste, os próprios americanos estão na 16ª posição da FIFA, com 1673,13 pontos, uma queda em relação ao ranking anterior; no papel, o país-sede segue com vantagem. Onze participações e o terceiro lugar de 1930 ainda marcam o auge da história; desde 2002, apenas uma passagem às quartas de final, o que torna “romper a barreira psicológica em casa” o verdadeiro tema desta edição.

Calendário e gestão de objetivos

O caminho na fase de grupos está claro: dia 13 de junho, às 03h00, contra o Paraguai (SoFi Stadium); dia 19 de junho, às 21h00, diante da Austrália (Lumen Field); dia 26 de junho, às 04h00, contra a Turquia (SoFi Stadium). Pelo cenário de pontos, se somar o necessário nas duas primeiras rodadas, a última pode ser mais tranquila; se tropeçar na estreia, o duelo contra a Turquia na rodada final empurra a pressão ao máximo.

Análise: o que mais deve satisfazer os Estados Unidos é o desenho do grupo — sem um gigante que tira o sono, mas jamais se deve ler o ranking baixo do Paraguai e da Austrália como “pontos garantidos”. O time é forte na frente e frágil atrás, e a lacuna no volante define até onde vai na fase eliminatória; tudo ainda depende de Pulisic deixar o momento difícil no Milan e transformar a seleção em mais um capítulo decisivo da carreira. Parar nas oitavas, pelo prognóstico das fontes, ainda seria um resultado aceitável para o anfitrião; para ir além, o esquema defensivo precisa ser mais sólido que na fase de grupos — depois das oitavas, é difícil resolver tudo só com o ataque.

Lista de observação

Com as três rodadas da fase de grupos definidas, vale acompanhar a estreia em casa de Pulisic, a resistência do trio de zagueiros ao confronto físico do Paraguai e se, na última rodada contra a Turquia, os EUA ainda controlam o próprio destino nos pontos.

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