De acordo com as informações de que dispomos, no intervalo das Copas do Mundo de 1966 a 2022 foram produzidas nove seleções de “melhores equipes de todos os tempos” — cada lista considera apenas a nota de pico de uma única edição do torneio por jogador e, ao compará-las lado a lado, a lógica de seleção fica bem clara: Messi é o único nome presente em todas as nove formações; a nota 9,00 de Diego Maradona em 1986, por sua vez, é o teto individual de todas as classificações.
O “ponto de referência obrigatório” nas nove formações
Sob a ótica da formação de talentos e do pico de desempenho, essas nove escolhas funcionam como nove rodadas de reavaliação sob o mesmo critério. Oito selecionadores fixaram a atuação de Messi em 2022, com nota de 8,53 na edição; outro retrocedeu até 2014 e atribuiu 7,91. Seja como centroavante único ou em um sistema com três atacantes, seu nome nunca ficou de fora — essa consistência entre as seleções indica que o “pico de uma única edição” em Copas do Mundo já é visto como a resposta padrão para as posições ofensivas. Nas listas, Messi aparece repetidamente ao lado de Ronaldo e Maradona e, em uma delas, divide a linha com Pelé, o que equivale a colocar as melhores duplas de ataque de épocas diferentes sob o mesmo modelo de carga de treino e de jogo.
Nota máxima e referência de era
A nota 9,00 de Maradona em 1986 aparece em quatro formações, e nenhum outro jogador alcança esse patamar. O grupo ofensivo do Admin 2 é especialmente emblemático: Pelé 8,43 em 1970, Messi 8,43 em 2022, Maradona 9,00 e Mbappé 7,99 — quatro gerações reunidas na mesma folha por um único sistema de avaliação. Pelé aparece apenas uma vez no Admin 2, mas o pico de 8,43 em 1970 basta para levar a média desse elenco ao topo entre os nove conjuntos. O Admin 1, por sua vez, associa Maradona à nota 8,16 de James Rodríguez em 2014, refletindo a lógica de seleção de “camisa 10 titular + organizador ofensivo secundário”.
Lógica de seleção dos pontas e do setor ofensivo
Ronaldo, com 7,64 em 2002, integra quatro formações — o jogador com maior frequência entre os exemplos de “centroavante para grandes torneios”. Robben, com 8,14 em 2014, entrou três vezes, o que mostra que a preferência dos jurados por “destaque pontual de uma Copa nas alas” é bastante consistente. Ronaldinho, por sua vez, divide-se entre 7,46 em 2002 e 7,52 em 2006, o que reflete picos próximos nas duas edições, embora o rótulo de campeão de 2002 ainda leve ligeira vantagem. Juntando essas pistas, a escolha dos atacantes não depende só do número de gols, mas também da densidade de produção nos jogos decisivos de uma edição e da capacidade de impulsionar o funcionamento do sistema.
Consenso no meio-campo de posse de bola
A linha de meio-campo é praticamente uma zona de consenso entre “mestres da passe”. A versão de Xavi de 2010 entra em oito das nove formações, sendo um dos nomes mais frequentes na posição. Ao colocar Xavi lado a lado com os picos ofensivos citados, fica clara uma trilha implícita na votação: o ataque precisa “decidir jogos em uma edição”, o meio-campo precisa “definir o ritmo em uma edição” — os dois papéis têm pesos diferentes no modelo de pontuação, mas ambos precisam manter estabilidade altíssima ao longo de um ciclo de grandes torneios.
Do ranking aos pontos de observação para 2026
Mbappé aparece nas seleções ideais de cada edição com 7,99 pontos, representando o pico de uma determinada Copa do Mundo; enquanto o banco de dados do site mostra que, na Copa do Mundo de 2026, ele já disputou uma partida, completou os 90 minutos, marcou 2 gols, teve 4 finalizações — todas no alvo —, 93% de acerto nos passes e nota de 8,2 na edição — um perfil que se aproxima mais do modelo de centroavante de “finalização eficiente e alta precisão”. Se a agenda de 2026 continue oferecendo amostras equivalentes, a possibilidade de ele desafiar o recorde de participação integral de Messi e o teto de 9 pontos de Maradona será uma das variáveis individuais mais dignas de monitoramento nas próximas rodadas da fase de grupos.
Para nós, o valor dessas nove formações não está no debate vazio sobre “quem é o melhor da história”, mas em expor e comparar os picos individuais de cada Copa do Mundo entre 1966 e 2022: Messi, com nove formações de participação integral, demonstra a replicabilidade de “manter o teto em grandes torneios por longos períodos”; Maradona, com 9,00, exemplifica o limite da “dominação em uma única edição”; e as repetições em meio-campo e nas pontas indicam que, na seleção de atletas, deve-se priorizar posições cuja curva de notas é mais acentuada ao longo do ciclo de um grande torneio. Na terceira rodada da Copa de 2026, vários grupos começaram a disputar jogos no dia 28 de junho, incluindo Colômbia contra Portugal e Jordânia contra Argentina — novos picos individuais estão sendo registrados ao longo da competição atual.