Inglaterra vence Costa Rica por 3 a 0 no último amistoso e escalação de Tuchel para a estreia ganha forma

Inglaterra vence Costa Rica por 3 a 0 no último amistoso e escalação de Tuchel para a estreia ganha forma

Chuva forte em Orlando adiou o pontapé inicial em uma hora, mas a Inglaterra não abaixou o ritmo por causa disso. O último amistoso antes da Copa do Mundo terminou com vitória por 3 a 0 sobre a Costa Rica — Rice abriu o placar aos nove minutos, Gordon converteu um pênalti para ampliar a vantagem, e Watkins fechou com um cabeceio três minutos antes do apito final — foi a primeira vez sob o comando de Tuchel antes da Copa do Mundo em que a equipe marcou mais de dois gols em uma partida, e os Três Leões definiram o tom para a estreia no Grupo L contra a Croácia na próxima quarta-feira com uma vitória contundente.

A escolha de Tuchel: elenco próximo ao da estreia

Diferentemente do confronto anterior contra a Nova Zelândia, quando alternou completamente o time entre o primeiro e o segundo tempo, a escalação titular apresentada por Thomas Tuchel desta vez foi amplamente vista como muito próxima dos onze que enfrentarão a Croácia na estreia. Stones ficou à frente de Guehi na defesa central, Bellingham superou Rogers no meio-campo, e Gordon substituiu Rashford no ataque — não se tratou de uma simples rodízio, mas de uma declaração pública de Tuchel sobre o momento e o papel de cada jogador às vésperas da Copa do Mundo.

Saka permaneceu no banco aguardando recuperação total, enquanto Madueke ganhou chance como titular. Para Gordon, a partida representou um marco na carreira: de Newcastle a candidato ao posto de referência no ataque da seleção, ele precisava marcar para corresponder à confiança do técnico. Para Bellingham, com Rogers pressionando pela mesma vaga, essa chance como titular foi em si um argumento para permanecer no elenco.

Primeiro tempo: gol de Rice, ritmo acelerado logo após a tempestade

Após a retomada da partida, a Inglaterra elevou o ritmo quase de imediato. No minuto 9, Gordon venceu o impedimento e cruzou na frente do gol; Rice avançou para finalizar com ímpeto, e a bola, após um leve desvio, entrou na rede — foi o sétimo gol de Rice pela seleção e mais uma prova de que, no sistema de Tuchel, ele não funciona apenas como barreira defensiva, mas também como ameaça nas chegadas ao ataque.

Os Três Leões poderiam ter aberto a vantagem antes. Um cabeceio de Kane foi defendido por Patrick Sequeira em voo, com a bola saindo por fora da trave; um passe em profundidade de Bellingham criou uma chance clara, Madueke driblou o goleiro, mas acertou a trave e desperdiçou um gol aberto. A Costa Rica cometeu 11 faltas apenas no primeiro tempo, e nos acréscimos Gordon caiu sob a marcação de Johnson; o árbitro chegou a marcar pênalti, mas a decisão foi revertida após revisão do VAR — a Inglaterra foi para o vestiário com 1 a 0 e um grande volume de chances desperdiçadas.

Os números falam: domínio na posse de bola e na pressão

Os dados deste site mostram que a Inglaterra teve 81% de posse de bola, finalizou 28 vezes (8 no alvo), completou 552 passes com 91% de aproveitamento; a Costa Rica teve apenas um chute na partida, nenhum no gol, 19% de posse, 57% de aproveitamento nos passes, 24 faltas e 4 cartões amarelos. As seleções ocupam, respectivamente, o 4º e o 51º lugares no ranking da FIFA, e a diferença no papel foi integralmente reproduzida em Orlando nas estatísticas — não foi uma vitória casual, mas o resultado inevitável de uma supremacia sistêmica.

Na volta do intervalo: seis substituições contam toda a história

Logo após a retomada, Madueke finalizou de longe com efeito, mas a bola passou rente ao canto. Pouco depois de uma hora de jogo, Tuchel realizou seis alterações de uma só vez: Pickford e Henderson se alternaram no gol, Saka entrou no lugar de Madueke, Kane saiu e Rogers entrou — cada substituição servindo de ensaio para possíveis cenários de múltiplas frentes na fase eliminatória da Copa do Mundo.

Eze, que havia saído do banco, finalizou com força dentro da área e acertou o braço de um adversário; Gordon converteu o pênalti e marcou o terceiro gol dele pela seleção. Foi o segundo momento decisivo de Gordon na partida: no primeiro tempo, ele deu a assistência do gol inaugural; no segundo, transformou o pênalti em 2 a 0. Para um atacante que ainda luta por uma vaga estável no time titular, uma atuação assim — “pode servir de ponte e também finalizar” — é mais convincente do que a mera contagem de gols.

Rogers em seguida teve uma chance clara de gol, mas chutou para fora; três minutos antes do apito final, Watkins, companheiro de clube no Aston Villa, cabeceou de perto e marcou seu sétimo gol pela seleção, fechando o placar em 3 a 0. A Costa Rica, por sua vez, sofreu pelo menos dois gols no sexto amistoso consecutivo e só poderá assistir à Copa do Mundo de fora — para essa seleção centro-americana, a derrota voltou a expor a dificuldade de organizar contra-ataques eficazes sob pressão intensa.

Quais sinais a Inglaterra enviou antes da estreia contra a Croácia

O sinal mais claro de Tuchel após o jogo foi a provável continuidade do eixo Stones—Bellingham—Gordon. A Inglaterra ocupa firmemente o 4º lugar no ranking da FIFA e empatou 0 a 0 com a Croácia nas duas últimas partidas; na estreia do Grupo L, na próxima quarta-feira, essa escalação será posta à prova para ver se consegue transformar a dominância dos amistosos em gols na Copa do Mundo.

Do ponto de vista individual, esse 3 a 0 pareceu mais um conjunto de narrativas paralelas: Kane e Saka ainda se recuperam e retomam o ritmo, Gordon e Watkins garantiram com os gols o papel de trunfos do banco ou opções rotativas letais, e Bellingham respondeu com a titularidade ao embalo de Rogers. Para a torcida, a vitória em si não surpreendeu; o que realmente vale lembrar são as escolhas de Tuchel em Orlando — nem todas acertadas, mas com margem quase nula para recuo.

Próxima parada: Orlando, onde a Inglaterra encara a Croácia, 11ª do ranking. Se mantiver na Copa do Mundo a intensidade de pressão de 81% de posse de bola e 28 finalizações, os Três Leões terão argumentos para figurar entre os favoritos ao título; se o acabamento continuar sendo desperdiçado como no primeiro tempo, o primeiro jogo da fase de grupos trará um teste de verdade.