Knicks abrem 2-0 nas Finais da NBA e entram para a história; Brunson alerta para reação do Spurs

Knicks abrem 2-0 nas Finais da NBA e entram para a história; Brunson alerta para reação do Spurs

Na sexta-feira, horário local, o New York Knicks venceu por 105 a 104 o San Antonio Spurs, em San Antonio, e abriu 2 a 0 na final da NBA. O principal jogador do time, Jalen Brunson, atribuiu depois da partida a vitória a “trabalhar todos os dias e dar o meu melhor” — a equipe responde às expectativas acumuladas há anos em toda Nova York na postura mais próxima do Troféu Larry O'Brien desde o título de 1973.

Vitórias consecutivas fora de casa, comparações históricas voltam à tona

Com isso, os Knicks se tornaram apenas a terceira equipe da história a vencer os dois primeiros jogos da final totalmente fora de casa — antes só os Chicago Bulls de 1993, comandados por Michael Jordan, e o Houston Rockets de 1995 haviam feito o mesmo, e ambos levaram o título. Nos playoffs, os Knicks ampliaram a sequência de vitórias para 13, a segunda maior da história da pós-temporada da NBA. Com placar e números se somando, discussões sobre “modelo de campeão” e “desfile em Nova York” dispararam nas redes sociais, mas o tom no vestiário não estava na mesma temperatura da euforia nas ruas.

Brunson recalibra expectativas: próximo jogo começa do zero

“Mesmo com a série em 2 a 0, a cabeça para o próximo jogo tem de ser 0 a 0”, disse Brunson. “Não dá para ficar confortável, não dá para se acomodar, é só seguir em frente.” A declaração viralizou nas redes e foi comparada pelos torcedores ao clima de festa do lado de fora do Madison Square Garden: grandes contingentes de fãs de Nova York viajaram para o Frost Bank Center nos dois primeiros jogos; de volta em casa, os ingressos dos terceiro e quarto jogos dispararam; fora do segundo jogo, cerca de 6 mil pessoas participaram de uma watch party, e a comemoração saiu do controle — a polícia informou que um policial foi agredido e 26 pessoas foram presas. A vitória apertada nas transmissões e o tumulto do lado de fora deram a essa série, além da diferença de um ponto, mais uma camada de “calor e risco” no debate público.

Spurs não recuaram: a linha de Wembanyama e Castle

Se os nova-iorquinos já estão sonhando com a taça, os Knicks continuam de olho neste time jovem. Liderados pelo pivô francês Victor Wembanyama, de 22 anos, os Spurs terminaram a temporada regular com o segundo melhor recorde da liga e só avançaram após uma série de sete jogos nas finais da Conferência Oeste contra o atual campeão Oklahoma City Thunder. A falta de experiência ficou evidente nos dois primeiros jogos, mas Brunson antecipou: “Pelo que conheço deles, ainda virá outro patamar — precisamos estar prontos para acompanhar e jogar os 48 minutos inteiros.” O armador dos Spurs Stephon Castle também não baixou a guarda: “De qualquer forma, era preciso dar tudo para vencer a série. É difícil se colocar nessa situação, mas não acho que não consigamos lidar com isso.”

G3 em destaque: 1 ponto de diferença e a margem de erro dos 13 triunfos seguidos

O placar de 105-104 mostra que os Spurs têm condições de levar o jogo para um final apertado; o brilho dos 13 triunfos consecutivos dos Knicks também reduz ainda mais a margem de erro no terceiro jogo. Para Nova York, o verdadeiro teste não é saber se aguentam a euforia, e sim se, depois de construir vantagem fora de casa, conseguem manter no MSG o ritmo “0-0” que Brunson citou. Se os Spurs recuperarem em casa a intensidade das finais da Conferência Oeste, esta final ainda está longe de estar decidida.

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